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Debate 2014

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Aconteceu o primeiro debate entre os presidenciáveis. Sete dos candidatos estiveram presentes nos estúdios da TV Bandeirantes que realizou a transmissão ao vivo pela televisão.

A questão inicial versou sobre a Segurança Pública, um dos itens que mais preocupam a população brasileira. Um dos candidatos propõe a criação do Ministério da Segurança Pública, mas não explicou qual a função desse ministério. Falam ainda na capacitação de policiais e melhoria dos salários, o que deveria ocorrer de maneira natural. Outros candidatos propuseram o aumento de investimento nas policias e atuação nos direitos humanos. O item mais óbvio, contudo, foi a fala de um dos candidatos alegando que é necessário recursos e meios para a ação da polícia. Obviedade maior não há.

Chamaram a atenção, embora tenha passado de maneira rápida sobre o assunto, a proposta de redução da maioridade penal para 16 anos, a regularização e regulação das drogas e a reforma no Código Penal Brasileiro. Assuntos importantes, mas que ficaram relegados ao segundo plano, sem discussão profunda sobre os temas abordados. Há candidato que citou rapidamente ser contrário a redução da maioridade penal, mencionando que isso e o encarceramento em massa é que são responsáveis pela violência.

A segunda etapa foi de confronto direto entre os candidatos, em que um candidato fazia a pergunta a outro com direito a réplica e tréplica. Um dos candidatos pintou um país maravilhoso, sem problemas,  e o outro, sem papas na língua, declarou que tal Brasil não existe. O reconhecimento de que há problemas que precisam ser melhorados foi citado ainda por outro dos candidatos.

Um  deles parece viver de passado, citando o tempo todo soluções que atenderam a problemas no tempo e atacando programas do outro partido.  Entre tantas contradições e informações desconexas , restou-nos observar a que ponto chegaria a morna polarização. Morna, porque em nada acrescentou.

Aborto foi um dos temas citados no confronto e dois dos candidatos afirmaram claramente que mantém a criminalização atual. Não foi mencionado ou debatido quaisquer maneiras de mudanças sobre que circunstâncias poderiam levar a mulher a prática do aborto. Superficialidade mais uma vez.

Estúdio da Band / Foto: Felipe Redondo - Band

Estúdio da Band / Foto: Felipe Redondo – Band

Interessante observar que candidatos estão dispostos a mudanças e reafirmam compromisso de trabalhar com pessoas capazes, não importando de que partido são. Elogiou-se, inclusive, as frentes sociais e econômicas desenvolvidas por outros partidos.

No momento em que um dos candidatos pediu para separar política de religião, entregou ao outro a oportunidade de seguir com a prescrição de seus dogmas. Entretanto, o mesmo que falou que não age com discriminação foi contundente quando diz ser contra o aborto, contra a regulação das drogas e, sem necessidade, informou que o casamento deve ser entre homem e mulher.

A crise internacional foi responsabilizada por parte dos problemas que afetam o Brasil. E a quantidade mais uma vez é apresentada como se fora qualidade: mais emprego, mais educação, mais moradia. Comparando com o passado é isso que esperávamos ao longo dos anos.

A Reforma Previdenciária foi citada algumas vezes por candidatos, mas não ficou claro a manutenção ou não do fator previdenciário. Após a reforma veio a privatização.  Se antes, muitos partidos eram contrários a privatização, hoje demonstram-se favoráveis. O que ficou estranho foi a proposta de que todo o dinheiro da privatização será utilizado para atender as demandas dos aposentados. Um dos candidatos propõe a privatização das penitenciárias.

Assessores candidatos / Foto: Miguel Schinariol -AFP

Assessores e candidatos / Foto: Miguel Schinariol -AFP

Sabe aquela boa e velha Reforma Agrária? Ouço falar desde que era criança. E ela apareceu ontem, de novo, no debate. A reforma agora é vista como uma possibilidade de redução da inflação.  A Reforma Política também foi comentada, muito embora não tenha sido dado meios de fazê-la, exceto pela proposta de se abrir um plebiscito para a população.  Outro candidato acredita que parte da reforma política acontecerá nas urnas, no dia 05 de outubro.

Há quem defenda a auditoria nas dívidas públicas e a suspensão do pagamento da dívida aos bancos. Os bancos  e o capital foram demonizados, como responsáveis pela maneira de se governar, como se não vivêssemos numa economia capitalista.

A democracia participativa versus a democracia representativa foi colocada pelos candidatos.

Assunto que muito preocupa a imprensa, o controle da mídia foi exposto e a liberdade de expressão foi defendida, em que pese o fato de que deve haver regulação econômica sobre os meios.

O debate foi iniciado de maneira superficial. Alguns candidatos titubearam na hora de responder aos questionamentos, mas foram  ao longo das três horas ficando mais seguros. Exceto pela polarização de dois partidos que desmerecem os feitos um do outro, o debate foi bastante cortês, não houve ataque, nem ofensas. Os gestos dos presidenciáveis eram comedidos, a postura ereta, o tom de voz ameno. Assuntos polêmicos foram citados, mas foram discutidos de maneira superficial. Respostas mornas, prontas, ensaiadas e sem cunho explicativo foram dados para assuntos que versam sobre educação, moradia e transporte público. Foi um bom debate, mas esperava mais. Esperava profundidade nas discussões.

 


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Ansiedade – Como enfrentar o mal do século – Augusto Cury

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A ansiedade vista como mal do século. Vivemos numa sociedade com excesso de informações nas diversas áreas em que atuamos. Muitas dessas informações sequer conseguimos absorver. Para Augusto Cury o ato de pensar é bom, ter pensamento crítico é melhor ainda, mas pensar em excesso pode ser uma bomba para a qualidade de vida e para termos um intelecto criativo e produtivo.

A Síndrome do Pensamento Acelerado (SPA) é apresentada. Ainda que seja uma síndrome pouco conhecida por especialistas, tem se tornado um mal da humanidade, uma doença da contemporaneidade. Muitos são os que confundem a hiperatividade ou o desvio de atenção com a síndrome.

O conteúdo do livro, conforme explica Augusto Cury no prefácio “deriva da Teoria da Inteligência Multifocal, uma das poucas teorias mundiais que estudam o complexo processo de construção de pensamentos, de formação do Eu como gestor psíquico, os papéis da memória e a formação de pensadores”.

A SPA pode atingir pessoas de todas as idades, de quaisquer profissões e cria dificuldade no processo de elaborar informações e gerenciar pensamentos. Quem sofre de SPA não é desinteligente, não é frágil, tem o funcionamento do cérebro como qualquer outro ser humano, no entanto tem dificuldade em gerenciar seus pensamentos e proteger suas emoções.

Entender o funcionamento da mente humana nos auxilia a tornar-nos capaz de gerir nossas emoções e, consequentemente resgatar a qualidade em nossa vida, sem sofrimentos com a aceleração do pensamento.

Augusto Cury é psiquiatra, psicoterapeuta, cientista e escritor. Com 34 livros, incluindo ficção e não ficção, já teve sua obra publicada em mais de 60 países. Cury foi considerado o escritor brasileiro mais lido da década, segundo o jornal Folha de São Paulo.

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     Ficha Técnica:

     Título: Ansiedade – Como enfrentar o mal do século

     Escritor: Augusto Cury

     Editora: Saraiva

     Número de Páginas: 160

     Edição: 1ª

     Ano: 2014

     Assunto: Autoconsciência / Filosofia da mente / Teoria do autoconhecimento

Um trecho (página 17):

“Qual é o mal do século? A depressão? Não há dúvida que a depressão abarca um número assombroso de pessoas na sociedade moderna. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 1,4 bilhão de pessoas, cedo ou tarde, desenvolverão o último estágio da dor humana, o que corresponde a 20% da população do planeta. Mas, como veremos, a Síndrome do Pensamento Acelerado (SPA) provavelmente atinge mais de 80% dos indivíduos de todas as idades, de alunos a professores, de intelectuais a iletrados, de médicos a pacientes.

Sem perceber, a sociedade moderna – consumista, rápida e estressante – alterou algo que deveria ser inviolável, o ritmo de construção de pensamentos, gerando conseqüências seriíssimas para a saúde emocional, o prazer de viver, o desenvolvimento da inteligência, a criatividade e a sustentabilidade das relações sociais. Adoecemos coletivamente. Este é um grito de alerta.”


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Prêmio Jabuti 2014

Jabuti Quadro Informe

Em 2014 o Prêmio Jabuti tem a 56ª edição. A primeira entrega da premiação ocorreu no final do ano de 1959, em solenidade simples e despretensiosa, realizada no auditório da antiga sede da CBL (Câmara Brasileira do Livro) na avenida Ipiranga. Receberam o prêmio autores como Jorge Amado, na categoria Romance, pela obra “Gabriela, Cravo e Canela” e o prêmio de Editor do Ano ficou com a Saraiva.

O jabuti foi escolhido como símbolo, dado o momento cultural e político que se vivia na época, sofrendo influência do modernismo e nacionalismo, da valorização da cultura popular brasileira, das raízes indígenas e africanas. Monteiro Lobato deu vida a um jabuti apresentando-o como uma tartaruga lenta, contudo cheia de obstinação e esperteza, muito tenaz nos momentos em que precisava vencer obstáculos e que chegava na frente ao fim de suas jornadas. Ganhou, dessa forma, simpatia dos dirigentes da Câmara Brasileira do Livro e foi eleita para inspirar a homenagem.

Estatuetas do Prêmio Jabuti

Estatuetas do Prêmio Jabuti

São 27 as categorias do Prêmio Jabuti desse ano:

  • Capa
  • Ilustração
  • Ilustração de Livro Infantil ou Juvenil
  • Arquitetura e Urbanismo
  • Artes e Fotografia
  • Biografia
  • Ciências Exatas, Tecnologia e Informática
  • Ciências Humanas
  • Ciências Naturais
  • Ciências da Saúde
  • Comunicação
  • Contos e Crônicas
  • Didático e Paradidático
  • Direito
  • Economia, Administração e Negócios
  • Educação
  • Gastronomia
  • Infantil
  • Juvenil
  • Poesia
  • Psicologia e Psicanálise
  • Reportagem
  • Romance
  • Teoria / Crítica Literária
  • Projeto Gráfico
  • Tradução
  • Tradução de Obra de Ficção Inglês-Português

As inscrições para os elegíveis ao prêmio foram finalizadas em 30 de Junho. O prêmio recebeu 2240 inscrições de editores, autores, ilustradores, tradutores, capistas e designers que fizeram obras inéditas, editadas no Brasil, entre 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2013, com ISBN e que apresentam ficha catalográfica.

A primeira fase apresentará os finalistas em 23 de Setembro a partir das 10:00 hs e os vencedores serão divulgados no dia 16 de Outubro de 2014.

O endereço eletrônico do maior e mais prestigiado prêmio literário brasileiro é http://premiojabuti.com.br/.

 


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O Encontro – Eduardo Moreira

Jonas é um executivo do ramo financeiro, bem sucedido em sua carreira. O trabalho consome todo o seu tempo. Aos 35 anos, sendo um dos dez executivos mais importantes do banco, mora nos Estados Unidos e não tem tempo para dedicar a sua vida pessoal, afetiva e familiar.

Com sua vida tomada pelo trabalho, os dias de férias são escassos, resumindo-se a rápidas visitas a seus pais, moradores da cidade de Campinas no interior de São Paulo. Embora não saísse para se divertir, com seus clientes a situação era completamente diferente. Com sua função executiva na divisão de vendas do banco, faz parte de suas tarefas levar clientes para se divertirem. Jonas tinha sua próxima viagem marcada dentro de alguns dias. Viajaria até Campinas para reencontrar os pais e celebrar o Natal com a família.

Após uma noite em que exagerara na bebida, Jonas acorda atrasado para ir ao trabalho. E numa dessas peças que a vida nos prega, ele é atropelado por um taxi e fica em estado grave.

A partir de seu acidente, vivenciamos com o personagem a história de um homem que, em coma induzido, vive em seu transe grandes descobertas sobre si mesmo e sobre a vida. Jonas encontra-se com sua família, com o amor e consigo mesmo.

“O Encontro” foi o primeiro livro que li do autor Eduardo Moreira, que o escreveu em 21 dias, conforme menciona no capítulo zero do livro, que substitui a introdução. Adquiri o livro junto com exemplares de outros autores que estavam na minha lista de leitura. Fui atraído pela sinopse do livro publicado pela Editora Record, comprei e li em dois dias. Um bom livro.

Interessante observar que Eduardo, o autor, sofrera dois acidentes em 2012. Sua história de superação após os acidentes foi contada em outro livro, denominado “Encantadores de Vida” (ainda não tenho e não li).

O assunto presente em “O Encontro” nos leva ao questionamento sobre a nossa própria existência, de maneira filosófica. Sabemos o que buscamos, quem somos e o que realmente nos faz feliz?

Boa Leitura!

ArquivoExibir

Ficha Técnica:

Título: O Encontro

Escritor: Eduardo Moreira

Editora: Record

Número de Páginas: 224

Edição: 1ª

Ano: 2014

Assunto: Romance Brasileiro

Um trecho para degustar (página 43):

“… Afinal, pesou, é sempre melhor um fim horroroso do que um horror sem fim.

 Assim que chegou em casa, pegou uma folha de papel, uma caneta e escreveu:

         Preciso descobrir:

         – Quem realmente sou?

         – O que me deixa feliz?

         – O que busco da vida?

         Jonas, dezembro de 2012.

Estava cansado e pronto para começar uma nova fase. Decidiu, então, que iria dormir. Preparou uma sopa instantânea, tomou um copo de leite e foi para o quarto. A dor de cabeça voltara, e sentia uma coceira incômoda na perna esquerda, na altura da canela. Deveria ser fruto do dia confuso, especulou. Amanhã acordaria melhor. Fechou os olhos e rapidamente adormeceu.

No meio da noite teve um sonho estranho, no qual pessoas que não conseguia reconhecer olhavam para o seu rosto e gritavam: ‘Reaja, reaja!’ Acordou assustado e olhou para o relógio. Eram ainda 21h30. Aquele deveria ser mais um sinal. Preciso reagir e mudar radicalmente essa vida que está acabando comigo, pensou. Minha nova vida começa amanhã!, concluiu.

E logo voltou a dormir.”